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  • Lais Cattassini

O Mundo em Teksto 2/01

Essa semana nas notícias internacionais foi a típica semana que justifica a criação da O Mundo em Teksto.


O nosso objetivo é resumir e simplificar alguns dos mais importantes acontecimentos do mundo e, quando a semana começa com a Venezuela mergulhada em incerteza, a União Europeia tentando driblar os Estados Unidos e os membros do parlamento no Reino Unido em um cabo de guerra quanto ao Brexit, sabemos que a edição da newsletter será intensa.


Aqui está O Mundo em Teksto…





Qual o futuro da Venezuela?

Continuando a pressão para que Nicolás Maduro deixe a presidência da Venezuela, os Estados Unidos impuseram sanções a restrições ao petróleo venezuelano. A estatal venezuelana ficou proibida de lucrar com a venda de petróleo a refinarias americanas e cerca de US$7 milhões em pagamentos foram bloqueados. Juan Guaidó, líder da oposição que se declarou presidente interino na semana passada, se manteve presente na imprensa internacional. Em um artigo para o New York Times, Guaidó explicou sua trajetória política e o plano de ação da oposição venezuelana, defendendo eleições após um governo de transição e pedindo apoio da comunidade internacional. Ao jornal espanhol El País, Guaidó enfatizou que tem o apoio da população e descartou a possibilidade de uma guerra civil. Com a pressão popular, sanções econômicas e o apoio da comunidade internacional, Guaidó espera que Maduro deixe o poder para dar espaço ao governo de transição.

Saiba mais:

Reuters - Sanções americanas ameaçam economia da Venezuela

Foreign Policy - Como as sanções à Venezuela podem prejudicar situação com o Irã

New York Times - Juan Guaidó: Venezuelanos, a força é a união

Washington Post - Por que eu sou completamente contra uma intervenção militar na Venezuela

El País - Guaidó: Não há risco de guerra civil na Venezuela

The Guardian - Parlamento europeu reconhece Guaidó como presidente interino

Clarín - Encurralado, chavismo intimida Guaidó e persegue a imprensa



O cabo de guerra do Brexit continua

A dois meses da saída do Reino Unido da União Europeia, nada acontece feijoada. Na segunda-feira o parlamento concordou em retomar as negociações com a União Europeia. O maior problema do Brexit é a fronteira com a Irlanda, a única fronteira terrestre do Reino Unido com o continente. Para respeitar o acordo feito entre Irlanda e Irlanda do Norte, a fronteira deve permanecer aberta, mas conservadores e políticos pró-Brexit a consideram uma porta de entrada de imigrantes que deve ser fechada. A primeira-ministra Theresa May tem até o dia 13 para renegociar o acordo do Brexit com a União Europeia, mas seu secretário de relações exteriores admitiu que, se a Europa se mostrar irredutível e não for possível chegar a um acordo, o Brexit pode ser adiado, evitando o caos.

Saiba mais:

The Guardian - Reino Unido vai à Europa, mas UE diz que nada mudou

New York Times - Quanto mais caótico o Brexit, melhor para a União Europeia

The Guardian - Jeremy Hunt admite que Brexit pode ser adiado

The Guardian - O acordo com a Irlanda não é apenas uma questão econômica

The Guardian - Uma a cada três empresas pretende sair do Reino Unido após Brexit



Europa tenta driblar EUA e negociar com Irã

Desde que deixou o acordo nuclear, os Estados Unidos impôs sanções a países que tentassem fazer negócio com o Irã. Foi com esse argumento que a CFO da Huawei foi presa no Canadá. Para evitar que empresas europeias sejam acusadas de burlar sanções e, ao mesmo tempo, preservar o acordo com o Irã, a Alemanha, a França e o Reino Unido criaram um mecanismo que pretende orientar empresas europeias a continuar relações de comércio com o Irã. Inicialmente, o chamado Instrument in Support of Trade Exchange, ou Instex, vai trabalhar com empresas que oferecem materiais essenciais para a população iraniana, como medicamentos, dispositivos médicos e alimentos. Trump, claro, não gostou da solução e, mesmo recebendo informações de seu serviço de inteligência de que o Irã está respeitando o acordo nuclear, disse no Twitter que não acredita.

Saiba mais:

Radio Free Europe - Europa lança mecanismo financeiro para fazer negócios com o Irã

New York Times - Países europeus criam solução para negociar com o Irã, mas empresas irão aderir?



Pela 3ª vez em 10 anos, a Itália está em recessão

O PIB italiano registrou queda pelo segundo trimestre consecutivo, o que determina que o país está em recessão. A situação não é nenhuma novidade para a Itália, que vê seu PIB cair há 10 anos. A diferença é que o país está sob um governo conservador que vê a União Europeia com maus olhos. A Itália espera ver na eleições do parlamento europeu um apoio a seu enfrentamento da política fiscal da zona do euro. Culpando a guerra comercial entre EUA e China e outros fatores externos, o primeiro-ministro Giuseppe Conte e sua equipe defenderam o afrouxamento das regras orçamentárias da União Europeia, permitindo que o governo continue com a sua política de corte de impostos e aumento de gastos.

Saiba mais:

The Guardian - Itália cai em recessão pela 3ª vez em uma década

Quartz - O gráfico do crescimento italiano revela uma história trágica



Aquecimento global leva a tempo extremo nos EUA e na Austrália

Donald Trump diz que não existe, mas o aquecimento global é o responsável pela morte de ao menos 21 pessoas nos Estados Unidos. Temperaturas extremas de até -50 graus Celsius provocaram a morte de pessoas em diferentes estados no Centro-Oeste americano. Em outro extremo, no verão australiano foram registradas temperaturas de 49,5 graus Celsius. A média de temperatura para o mês de janeiro no país foi a mais alta da história. Segundo especialistas, o aumento da temperatura nos pólos contribui para o vórtex polar nos Estados Unidos e para o sistema de alta pressão que está deixando a Austrália mais quente que o inferno.

Saiba mais:

Washington Post - Vórtex Polar deixa Centro-Oeste americano congelado

Washington Post - Especial: como o aquecimento global está transformando vidas nos EUA

Le Monde - Frio polar deixa mais de 20 mortos nos EUA

Le Monde - Austrália tem recorde de calor em janeiro

New York Times - Especial: entenda o vórtex polar



O Brasil lá fora…

Como a imprensa internacional vê o Brasil…

Le Monde - No Brasil, 300 ainda estão desaparecidos após rompimento de barragem

Al Jazeera - Esperança vira revolta conforme número de mortos aumenta

Quartz - Barragem de mineradora se rompe. De novo.

ABC News - Número de mortos aumenta no Brasil

Reuters - Brasil retoma negociações com a China e pode ser bom sinal para agronegócio


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