BLOG

  • Lais Cattassini

O mês foi agitado no Líbano, em Belarus, no Mali e na Espanha.


O Mundo em Teksto traz ainda notícias do Zimbábue e do Sri Lanka. Afinal, o mundo é bem maior do que as convenções partidárias americanas, não é mesmo?


A Teksto é sua parceira quando você ou o seu negócio quer ter uma visão de mundo ampliada. Conte conosco para traduções, produção de conteúdo e comunicação estratégia! Entre em contato e descubra como podemos potencializar o seu negócio.




O mês conturbado em Belarus

O presidente da Belarus Aleksandr Lukashenko “venceu” as eleições do país para o seu sexto mandato. A vitória - que seus opositores declararam ser, no mínimo, suspeita - desencadeou protestos em Minsk, capital do país e não demorou para começar a violência. A candidata de oposição, Svetlana Tikhanovskaya, fugiu para a Lituânia e, em vídeo, fez um apelo para que os manifestantes não resistissem à polícia. Os protestos continuaram e Lukashenko alegou que a OTAN começava a ocupar o país. Apesar de o presidente ter se afastado da Rússia antes das eleições, o caos o levou a pedir ajuda a Putin para manter a ordem em Belarus. Por outro lado, a União Europeia declarou apoio aos manifestantes, não reconhecendo o resultado das eleições. Lukashenko chegou a dizer para a imprensa que consideraria um referendo para deixar a presidência, mas nada foi feito ainda para que isso aconteça. 

Saiba mais:

New York Times - O “último ditador da Europa” está em perigo [Em inglês]

Foreign Policy - O caos em Minsk [Em inglês]

Moscow Times - Como o mundo reagiu à situação em Belarus [Em inglês]

Vox - Como uma dona de casa enfrentou um ditador [Em inglês]

New York Times - O que está acontecendo em Belarus? [Em inglês]

Protestos no Zimbábue foram reprimidos

Enfrentando a maior crise econômica do país em décadas, a população do Zimbábue tomou as ruas exigindo do governo uma ação mais dura contra a corrupção e contra a inflação. Quanto tomou o poder em 2017 - tomando o lugar do ditador Robert Mugabe - Emmerson Mnangagwa prometeu mudar a situação do país africano, mas pouco mudou e muito piorou. Talvez porque Mnangagwa fazia parte do governo de Mugabe, que ficou no poder por 37 anos. Em resposta aos protestos, as forças de segurança do governo agiram com violência. Manifestantes foram presos. Mnangagwa também chamou o partido de oposição de “terroristas”, ameaçando quem se juntasse aos protestos.

Saiba mais:

Reuters - Forças de segurança impedem protestos no Zimbábue [Em inglês]

Al Jazeera - Presidente do Zimbábue promete acabar com oposição [ Em inglês]

The Guardian - #Vidas do Zimbábue Importam, a campanha por direitos humanos [Em inglês]

Foreign Policy - Não dê ajuda ao governo do Zimbábue até que ocorra uma reforma agrária [Em inglês]

O ex-rei da Espanha fugiu

O ex-rei da Espanha, Juan Carlos, deixou o país após ser alvo de investigações sobre lavagem de dinheiro e sonegação de impostos. Juan Carlos fugiu para os Emirados Árabes, mas seu paradeiro só foi revelado depois de muitas especulações. Segundo seu advogado, Juan Carlos não estava fugindo da justiça coisa nenhuma. Estava super disposto a ajudar nas investigações, mas estava tentando proteger a frágil monarquia espanhola. 

Saiba mais:

El País - Juan Carlos I abandona a Espanha para proteger a monarquia [Em espanhol]

El País - Os erros que destruíram o juancarlismo [Em espanhol]

El País - A decisão de Juan Carlos I [Em espanhol]

Foreign Policy - A família real espanhola está em perigo? [Em inglês]

O Sri Lanka votou em favor de uma possível ditadura

As eleições parlamentares no Sri Lanka terminaram com a vitória do partido de Mahinda Rajapaksa (o partido Podujana Peramuna), conquistando 145 dos 225 assentos da casa. O resultado coloca Mahinda Rajapaksa como primeiro-ministro do país. Seu irmão, Gotabaya Rajapaksa, é o atual presidente. Durante a campanha, a principal plataforma do partido vencedor  era dar mais poderes e um mandato mais longo para o presidente. Organizações dos direitos humanos pedem atenção para como a família deve tratar minorias - principalmente os muçulmanos - daqui pra frente. 

Saiba mais:

The Indian Express - Rajapaksa rumo a vitória esmagadora no Sri Lanka [Em inglês]

Le Monde - A aliança dos irmãos Rajapaksa os mantém no poder [Em francês]

Reuters - Presidente do Sri Lanka quer acabar com limites de poder [Em inglês]

The Guardian - Irmãos Rajapaksa fortalecem poder após vitória [Em inglês]

The Indian Express - O que a vitória dos irmãos Rajapaksa significa para o Sri Lanka [Em inglês]

O que aconteceu depois da explosão em Beirute

Após a explosão devastadora em Beirute, cidadãos libaneses organizaram protestos contra a corrupção. A explosão, disseram, uniu todas as classes sociais contra o governo, uma vez que o país já enfrentava uma grave crise econômica. O levante popular levou o primeiro-ministro Hassan Diab e outros oficiais do governo a deixarem seus cargos. A reviravolta política não foi o bastante para acalmar os manifestantes e o parlamento declarou estado de emergência, dando mais poderes ao exército libanês para controlar os protestos.

Saiba mais:

New York Times - A revolta de três bairros diferentes atingidos pela explosão em Beirute [Em inglês]

Foreign Policy - O governo libanês renunciou. Mas não é o bastante [Em inglês]

El País - Líbano, um país em queda libre [Em inglês]

A Grécia abandonou refugiados em alto mar

O governo grego expulsou mais de mil refugiados de seu território, colocando-os em barcos improvisados e jogando-os ao mar, aponta reportagem exclusiva do New York Times. A Grécia é um dos principais alvos de refugiados sírios, que chegam à Europa pelo mar e aportam nas ilhas. 

O golpe em Mali

Um grupo de soldados prendeu o presidente do Mali Ibrahim Boubacar Keïta e o forçaram a deixar o cargo. Os militares prometeram retornar o país à democracia, mas até o momento as coisas ainda estão confusas. Keïta também não é um coitado. Ele é acusado de corrupção e fraude eleitoral. Em março, o partido de oposição conquistou a maioria dos assentos no parlamento do país, mas a corte malês reverteu o resultado e deu ao partido do presidente a maioria das vagas. 

Saiba mais:

Le Monde - A junta que derrubou o presidente do Mali promete um governo de transição [Em francês]

Foreign Policy - Golpistas em Mali foram treinados por americanos [Em inglês]

Quartz - Como a crise de segurança e acusações de corrupção no Mali trouxe de volta os militares ao poder [Em inglês]

O Brasil lá fora…

Não sei vocês, mas eu sempre acho interessante acompanhar o que a imprensa de outros países escreve sobre o Brasil. E talvez por isso essa seja uma das minhas seções favoritas da O Mundo em Teksto. Confira aqui como o Brasil tem sido visto em outros países. 

Vox - Embaixador americano no Brasil pediu ajuda de autoridades brasileiras para reeleger Trump [Em inglês]

New York Times - Sob pressão, Bolsonaro é forçado a combater desmatamento [Em inglês]

Foreign Policy - Nova tirinha expõe racismo durante a pandemia no Brasil [Em inglês]

Le Monde - Chefe indígena do Brasil morre de Covid-19 [Em francês]

Reuters - Suprema corte brasileira decide que governo deve proteger tribos do coronavírus [Em inglês]

The Guardian - Sensação do pop brasileiro, Anitta diz que não se canditará à presidência [Em inglês]

Reuters - Autoridades chineses encontram coronavírus em exportações brasileiras [Em inglês]

MercoPress - Metade dos brasileiros acredita que Bolsonaro não tem nenhuma responsabilidade sobre os mais de 100 mil mortos por Covid-19 [Em inglês]

Washington Post - Queda no número de casos de Covid-19 na Amazônia levanta questões sobre imunidade de rebanho [Em inglês]

The Guardian - Presidente, por que Queiroz depositou 89 mil reais na conta da sua esposa Michelle Bolsonaro? [Em inglês]



Assine a newsletter e receba esse maravilhoso resumão das notícias todos os meses!


3 visualizaçõesEscreva um comentário
  • Lais Cattassini

A gente piscou e julho acabou. E o mês foi agitado. China e Filipinas inventaram leis antiterrorismo, Etiópia e Bulgária viram protestos e Trump está causando por aí…


E ainda tem Bolsonaro com COVID-19 e as possíveis consequências da pandemia na política global.


Se você também perdeu essas notícias porque estava fazendo pão na quarentena, a Teksto te atualiza!


E que agosto seja mais leve, né? Estamos precisando!




A lei de segurança nacional em Hong Kong e suas consequências

No dia 30 de junho, o governo chinês criou mais uma ferramenta de repressão para os cidadãos de Hong Kong, um território que, pelo menos até 2047, deveria gozar de uma certa independência. A lei foi desenvolvida em segredo pelas autoridades chinesas e aprovada rapidamente. Sob essa nova lei, atos como os protestos pró-democracia que vêm acontecendo em Hong Kong desde o ano passado podem ser classificados como atos terroristas. Além disso, pessoas presas sob essa nova lei serão julgadas na China. As punições incluem até mesmo estrangeiros que declararem apoio aos protestos em Hong Kong. Com a lei, algumas empresas de tecnologia que até então faziam vista grossa para as atrocidades cometidas pelo governo chinês resolveram tomar uma posição, deixando de compartilhar dados com o país.

Saiba mais:

El País - O fim de Hong Kong [Em espanhol]

New York Times - Nova lei de segurança dá poderes à China [Em inglês]

New York Times - A lei de segurança nacional explicada [Em inglês]

Quartz - A nova lei de Hong Kong também inclui você [Em inglês]

Washington Post - Como nova lei, China se dá poderes internacionais [Em inglês]

Um mês de tensão na Etiópia

O assassinato de um músico ativista na Etiópia motivou uma série de protestos que terminou em mais de 200 pessoas mortas no país. O governo chegou a cortar a internet em todo o seu território na tentativa de controlar as manifestações. Em 2018, a voz de  Hachalu Hundessa ficou conhecida por suas canções para empoderar o povo Oromo, o maior grupo étnico da Etiópia. Após os protestos há 2 anos, o primeiro ministro Abiy Ahmed, que também é do povo Oromo, foi eleito. Desde então, o país tem vivido um bom período econômico. Entretanto, a pandemia do coronavírus complicou as coisas. As eleições nacionais planejadas para agosto foram adiadas para o ano que vem.

Saiba mais:

Jamaica Observer - Etiópia retoma internet após 2 semanas de cortes [Em inglês]

Reuters - Calma na Etiópia após protestos que deixaram mortos [Em inglês]

Al Jazeera - Suspeito de assassinato de Hachalu Hundessa é preso [Em inglês]

Os EUA iniciaram o processo para deixar a OMS

O presidente americano Donald Trump notificou a Organização Mundial de Saúde que os EUA pretendem deixar o orgão em julho de 2021. O país paga cerca de US$ 450 milhões para a OMS, representando cerca de 15% do orçamento do órgão. Em resposta, a China pediu mais apoio à organização, o que alguns veem com preocupação. Com a saída dos EUA, a China ganha mais poder sobre o órgão de saúde internacional. O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos Joe Biden disse que, se eleito, ele irá reverter essa decisão no primeiro dia após a sua posse.

Saiba mais:

Le Monde - Estados Unidos iniciam processo para sair da OMS [Em francês]

The Guardian - EUA notificam OMS oficialmente sobre saída [ Em inglês]

Foreign Policy - Deixar a OMS irá prejudicar a saúde de americanos [Em inglês]

As Filipinas também aprovaram uma lei antiterrorismo

O “gente boníssima” presidente das Filipinas Rodrigo Duterte aprovou uma nova lei antiterrorismo que dá ao governo poderes para prender pessoas sem mandato ou acusação e sentenciá-los à prisão perpétua. Ameaçar cometer um “ato de terror” nas redes sociais pode levar a 12 anos de prisão. Alguns alegam que a lei serve para tentar controlar as “guerrilhas comunistas” e “militantes islâmicos” que tem agido no país. Apesar de o país realmente sofrer com atos terroristas, existe uma chance alta de que a nova lei seja usada como justificativa para diminuir direitos.

Saiba mais:

The Guardian - Especialistas alertam para nova fase sombria nas Filipinas [Em inglês]

NPR - Por que grupos de direitos humanos estão preocupados com nova lei filipina [Em inglês]

The Diplomat - O problema de terrorismo nas Filipinas é sério. A nova lei resolverá isso? [Em inglês]

The News Lens - O que críticos e apoiadores dizem sobre a nova lei [Em inglês]

New York Times - Apesar de críticas, Duterte aprova lei antiterrorismo [Em inglês]

A pandemia vai provocar conflitos?

Aqui vai aquela dose de otimismo que vocês esperam ao ler o noticiário internacional. Como se o coronavírus já não tivesse arruinado coisas o bastante, existe ainda uma séria ameaça de que novos conflitos apareçam graças às consequências da pandemia. Na Índia, Nigéria e Estados Unidos, grupos extremistas têm usado o vírus como justificativa para atacar minorias. Além de alimentar pensamentos extremistas, a pandemia também deixa um rastro de destruição econômica, o que também pode motivar conflitos.

Saiba mais:

Washington Post - Especialistas alertam para extremismo exacerbado graças à pandemia [Em inglês]

Foreign Policy - O coronavírus pode motivar conflitos? [Em inglês]

A Bulgária enfrenta protestos

Desde 2013 a Bulgária não via uma crise política como a que está acontecendo agora. Manifestantes foram às ruas tentando acabar com o governo de direita do país, que é acusado de corrupção e interferência no sistema de justiça. Os protestos começaram após uma acusação de que uma parte da costa do país foi fechada pelo governo para o uso exclusivo de um empresário.

Saiba mais:

New York Times - Disputa sobre praia leva a crise política [Em inglês]

EuroNews - Por que protestos anti-corrupção estão acontecendo na Bulgária? [Em inglês]

The Economist - Escândalo em propriedade no litoral gera protestos na Bulgária [Em inglês]

A nova guerra fria entre China e EUA

A relação entre Estados Unidos e China já não estava boa e piorou quando o governo americano exigiu o fechamento do consulado chinês em Houston alegando que pretendiam proteger propriedade intelectual. Segundo os americanos, o consulado era usado para enviar espiões chineses a universidades americanas. Em resposta, a China fechou o consulado americano em Chengdu e parece que as coisas vão ficar por isso mesmo por enquanto, já que qualquer piora nesse relacionamento já tenso irá afetar mais ainda a economia dos dois países. As eleições presidenciais americanas em novembro também são motivo para cautela.

Saiba mais:

AP News - EUA intensificam tensão com China ao fechar consulado [Em inglês]

New York Times - Como a China deve responder ao fechamento de consulado [Em inglês]

New York Times - Oficiais levam relação entre os dois países a um extremo [Em inglês]

O Brasil lá fora…

Quando Bolsonaro confirmou ter contraído o coronavírus nesse mês, a imprensa internacional respondeu com um sonoro “e daí? Quer que eu faça o quê?”. Mentira, né? Isso seria muita insensibilidade e só alguém muito doente reagiria assim. Mas além da confirmação do diagnóstico, a imprensa noticiou como o presidente brasileiro vem tratando o vírus desde o início da pandemia. O Washington Post até fez uma timeline ilustrativa para quem estiver desacreditado. 

O caso Miguel Otávio e a greve dos entregadores de apps também foram destaque na imprensa internacional.

Washington Post - Morte de garoto negro aos cuidados de mulher rica branca gera discussão racial no Brasil [Em inglês]

El País - A revolução dos entregadores de aplicativos [Em espanhol]

New York Times - Bolsonaro faz novo teste de COVID após almoço sem máscara [Em inglês]

Le Monde - Bolsonaro testa positivo para “gripezinha” [Em francês]

Washington Post - Linha do tempo mostra como Bolsonaro contrariou recomendações médicas antes e depois de contrair o vírus [Em inglês]


Que tal uma newsletter como essa para os seus clientes? Entre em contato.


E assine O Mundo em Teksto para receber a newsletter todos os meses!




0 visualizaçãoEscreva um comentário
  • Lais Cattassini

Esse mês a newsletter está um pouco diferente. 


Começo com uma versão um pouco ampliada de “O Brasil lá fora”. Isso porque o Brasil foi destaque na imprensa internacional pelos piores motivos possíveis, seja pelo modo criminoso como o governo federal vem tratando a pandemia do coronavírus - colocando o Brasil no topo do ranking de casos e mortes - seja pelas declarações e ações irresponsáveis dignas de, olha só que ironia, uma ditadura venezuelana. Ou chinesa. Ou qualquer ditadura aí.


Eu costumo sempre fazer um apelo para que vocês leitores divulguem a newsletter para amigos. Pois hoje faço um apelo mais específico: que tal recomendar essa newsletter para aquele político que você conhece que pode votar em favor do impeachment no Congresso? Que tal ainda mandar para aquele ministro do Supremo que precisa ler o quanto viramos chacota internacional?


Não tem nenhum desses na sua lista de contatos? Não tem problema. Você com certeza tem um negacionista na família, em um grupo de whatsapp ou em sua lista de desafetos. Que tal?


No maior estilo “ninguém larga a mão de ninguém”, pega aqui na minha mão e vamos juntos ler o modo como o nosso país tem sido visto ao redor do mundo. Ahh e as outras notícias bem animadoras dessa época deliciosa que estamos vivendo, não é mesmo?




Como o Brasil tem sido visto lá fora…

De acordo com a imprensa internacional, morar no Brasil não está sendo fácil. Se no passado as matérias sobre o país traziam um tom de esperança, agora há reprovação e alerta. Esse mês, o Brasil foi um grande e deprimente destaque na grande maioria dos veículos internacionais. Primeiramente, por ter se tornado o novo epicentro do coronavírus. A decisão do governo federal de ocultar o número de mortos e infectados pelo vírus foi extremamente criticada no país e fora dele. O Brasil também ganhou espaço entre todos os países que fizeram protestos durante o mês. O descontentamento com o presidente ficou evidente. Conforme as coisas no país pioram, mais ministros deixam seus cargos e não são substituídos e a família Bolsonaro se envolve em mais polêmicas, casos de corrupção e ameaças, o Brasil deve ganhar ainda mais espaço no noticiário internacional. Brasil acima de tudo, não é mesmo?

Saiba mais:

The Guardian - Brasil deixa de divulgar dados do Covid-19 [Em inglês]

El País - “São Paulo será um bastião da resistência para preservar a democracia do Brasil”, diz João Dória [Em espanhol]

El País - “Não vejo no Brasil nada que ameace a democracia”, diz Hamilton Mourão [Em espanhol]

New York Times - Conforme pandemia avança, presidente do Brasil adota cura não comprovada [Em inglês]

Reuters - Brasil bate recorde em número de casos e ministério diz que está tudo sob controle [Em inglês]

Washington Post - Brasil ignorou avisos. Agora, enquanto outros países enfrentam a segunda onda do vírus, o país nem passou da primeira [Em inglês]

El País - Moro: “A democracia não está em risco, mas as investidas autoritárias são indesejáveis” [Em espanhol]

Reuters - Ministro da educação do Brasil é demitido e Supremo Tribunal Federal manda recado para Bolsonaro [Em inglês]

Le Monde - Jair Bolsonaro decide se distanciar de Abraham Weintraub, seu ministro tóxico [Em francês]

El País - Sara Winter, a ativista que encarna a briga entre Bolsonaro e o Supremo [Em espanhol]

Le Monde - Manifestações contra e a favor de Jair Bolsonaro [Em francês]

Washington Post - Negligenciadas pelo governo, favelas do Rio de Janeiro organizam seu próprio combate ao coronavírus [Em inglês]

New York Times - Desmatamento na Amazônia aumenta em meio a pandemia [Em inglês]

Reuters - No Rio, em meio à violência, protestos contra a ação fatal da polícia [Em inglês]

O que os protestos dos EUA podem mudar na sociedade?

A newsletter de maio tinha acabado de sair do forno quando os protestos nos Estados Unidos em decorrência da morte de George Floyd começaram a ficar mais intensos e a se espalhar pelo mundo. A força das manifestações já tem despertado algumas mudanças nos Estados Unidos e discussões em todo o mundo. A primeira, e mais importante, é a polícia em si. O que muitos manifestantes nos Estados Unidos pedem é que a polícia receba menos dinheiro. A ideia é que o que é investido em segurança pública hoje seja melhor distribuído para lidar com questões de extrema pobreza, saúde mental e até mesmo educação. A ideia é que o combate à violência aconteça mais cedo e de maneira mais eficaz, deixando de ser única e exclusivamente de responsabilidade da polícia, quando já saiu do controle. Além de mudanças estruturais, outras questões mais imediatas estão em discussão, como remover de espaços públicos as estátuas de figuras controversas quanto ao tratamento racial e alterar o nome de marcas de passado escravocrata. 

Saiba mais:

Washington Post - Como policial, vejo os protestos como um teste da nossa profissão [Em inglês]

Washington Post - Fui promotor no caso Freddie Gray. Aqui está um alerta para Minneapolis [Em inglês]

Foreign Policy - Eu aboli e reconstruí a polícia. Os Estados Unidos podem fazer a mesma coisa [Em inglês]

Washington Post - Às pessoas brancas: é hora de parar de falar e começar a  agir [Em inglês]

Washington Post - Eu achei que entendia questões raciais. Eu estava errado [Em inglês]

New York Times - Repensando o passado, uma estátua por vez [Em inglês]

New York Times - Aunt Jemima, Uncle Ben, Mrs. Butterworth e Cream of Wheat repensam marcas [Em inglês]

The Guardian - O que significa cortar investimentos na polícia? [Em inglês]

Washington Post - Pessoas pretas estão cansadas de tentar explicar racismo [Em inglês]

Uma pausa nas notícias ruins

Já que nos últimos meses as notícias têm sido motivo de ansiedade e desespero, nada mais justo que eu use essa newsletter para recomendar coisas que achei interessante e que valem o clique. Esse artigo do New York Times é interessante em todos os sentidos. De como funciona a rolagem ao conteúdo, analisando a pintura “The Gross Clinic”, de Thomas Eakins. Para quem gosta de arte!

O conflito entre a China e a Índia

Uma disputa territorial na fronteira entre a Índia e a China ficou mais tensa esse mês. A localização exata da fronteira no Himalaia está em discussão há algumas décadas e resultou em uma guerra em 1962. Os dois países mantém soldados na região e, esse mês, um conflito deixou ao menos 20 soldados indianos mortos. Aparentemente, chineses usaram pedras e paus com pregos para atacar os indianos, isso porque um acordo de paz estabelecido em 1966 proíbe que os dois países usem armas na região. Ambos os países afirmaram que pretendem acalmar a situação por meio da diplomacia. Porém, especialistas acreditam que devido à imagem global da China por causa da pandemia, a Índia pode aproveitar o momento para se restabelecer como uma potência global.

Saiba mais:

Foreign Policy - Por que a China está minimizando seu conflito com a Índia? [Em inglês]

Foreign Policy - Por que a Índia e a China estão em conflito? [Em inglês]

New York Times - A Índia ficará do lado do ocidente contra a China? [Em inglês] 

New York Times - Entenda o conflito entre os dois países [Em inglês]

Rússia faz referendo para deixar Putin como presidente

Os russos começaram a votar ontem em um referendo sobre mudanças na constituição do país que podem permitir que o presidente Vladimir Putin continue no poder até 2036. A votação termina em 1º de julho. O presidente já está no poder - entre presidente e primeiro ministro - há 20 anos.

Saiba mais: 

Washington Post - Rússia usa brindes e patriotismo para tentar mudar constituição [Em inglês]

Foreign Policy - Putin será presidente para sempre? [Em inglês]

Foreign Policy - Como Putin mudou a Rússia [Em inglês] Quer uma newsletter como essa para manter o contato com seus clientes e parceiros? Entre em contato!


Quer receber a newsletter todos os meses? Assine!





0 visualizaçãoEscreva um comentário
ContatO
Contact info
  • Black Facebook Icon
  • Black LinkedIn Icon
  • Black Twitter Icon

©Teksto

Nome/Name *

E-mail *

Assunto/Subject

Mensagem/Message