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  • Lais Cattassini

O Mundo em Teksto 11/01

O ano começou agitado na política brasileira, mas também ao redor do mundo. Foi difícil acompanhar as notícias internacionais na última semana?


O Mundo em Teksto traz um resumo traduzido daquilo que esteve mais presente nos jornais estrangeiros e também daquilo que pode ter passado despercebido.


Saiba mais sobre o acordo do Brexit, a situação nos Estados Unidos, a democracia italiana e a presidência do Banco Mundial.



Europa se prepara para um Brexit sem acordo


O parlamento britânico votará na terça-feira se aprova ou não o acordo apresentado por Theresa May para o Brexit, mas a expectativa é de que o acordo seja negado. Na quarta-feira o parlamento determinou que May precisará apresentar um plano B em até três dias após a votação. Alemanha, Holanda e Irlanda já estão se preparando para o pior - assim como algumas empresas britânicas - e tentam traçar acordos paralelos para manter relações comerciais e, no caso da Irlanda, suavizar o impacto na fronteira. Segundo especialistas, um Brexit sem acordo afetaria drasticamente a economia tanto do Reino Unido quanto da União Europeia.

Saiba mais:

The Guardian - Alemanha e Irlanda buscam solução para fronteira no Brexit

The Guardian - Parlamento força Theresa May a apresentar plano B

Washington Post - Holandeses enfrentarão caos de um Brexit sem acordo

The Guardian - Alemanha é a que mais irá sofrer com o Brexit

The Guardian - Empresas pedem medidas de emergência quanto ao Brexit



Trump continua a pressionar por muro


O governo americano continua parcialmente fechado, prejudicando serviços públicos e funcionários que estão trabalhando sem pagamento. A paralisação é uma pressão de Trump para que o congresso democrata aprove o financiamento da construção de um muro na fronteira do México com os Estados Unidos. Uma das principais promessas de campanha de Trump, o muro seria financiado pelo México, mas como a realidade é diferente do que se pintou antes das eleições, a situação atual tem desagradado até mesmo eleitores do republicano. Na terça-feira Trump usou o pronunciamento da presidência para reafirmar a importância do muro, alegando que a fronteira representa uma ameaça à segurança nacional por permitir a entrada de drogas e terroristas. A fala do presidente americana foi logo em seguida contestada pelos democratas Nancy Pelosi e Chuck Schumer, que apontaram alguns erros e mentiras no discurso de Trump. Mesmo sem o apoio do congresso e do senado, Trump ainda tem uma carta na manga: se declarar estado de emergência nacional, ele pode usar fundos do exército para construir o muro.

Saiba mais:

The Guardian - Na TV, Trump discursa sobre construção do muro

New York Times - Discurso de Trump aborda muro na fronteira

Vox - Discurso de Trump insulta a inteligência dos americanos

Washington Post - Checagem dos fatos em fala de Trump

Washington Post - Táticas de negociação de Trum não funcionam

Washington Post - Governo Trump se prepara para declarar situação de emergência



Presidente do Banco Mundial deixará o cargo


O atual presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, anunciou na segunda-feira que deixará o cargo em fevereiro. A saída de Kim coloca a instituição em meio a incertezas, tanto por questões políticas quanto por questões econômicas. Desde que o Banco Mundial foi fundado, em 1944, o cargo de presidente é ocupado por uma pessoa indicada pelos Estados Unidos. Porém isso pode mudar, uma vez que o país não é mais a única potência econômica e as relações de Trump com a Europa colocam o poder de influência dos Estados Unidos em cheque. O Banco Mundial foi criado para financiar projetos de infraestrutura em países em desenvolvimento.

Saiba mais:

Washington Post - Chefe do Banco Mundial deixará o cargo

The Guardiam - Jim Yong Kim renuncia como presidente do Banco Mundial

BBC - Presidente do Banco Mundial deixa o cargo



Itália perde posições em ranking de democracia


Movimentos populistas de extrema-direita que têm ganhado espaço na Itália levaram o país a perder posições no ranking de democracia da revista The Economist. O governo italiano que assumiu o poder em junho tem posições anti-imigração e questiona a forma tradicional de se fazer política. Esse posicionamento levou a Itália ao 33º lugar no ranking. Antes o país ocupava a 21ª posição, considerada portanto, mais democrática. Segundo o relatório da The Economist, o sentimento de desilusão com instituições políticas permitiu que homens que tendem a ignorar instituições democráticas chegassem ao poder.

Saiba mais:

France 24 - Políticas de extrema direita rebaixam Itália em ranking de democracias

Le Monde - Com populistas, Itália perde posições entre democracias

The Economist - Relatório sobre as democracias mundiais 2018



Conservadores ganham espaço na Espanha


Para garantir o poder na região de Andaluzia, no sul da Espanha, o partido conservador PP (Partido Popular) abraçou discursos da extrema-direita e conquistou o apoio do Vox, um partido populista extremamente conservador. Por 37 anos a região foi dominada pelo Partido Socialista, porém eleições em dezembro surpreenderam e o partido de esquerda não elegeu cargos o suficiente na assembleia local para assegurar o poder na região mais populosa do país. O Partido Popular elegeu 26 representantes e, aliado ao Vox e seus 12 representantes, conquista a maioria da assembleia. Para firmar o apoio, o partido de extrema-direita exigiu o fim de leis que protegem mulheres vítimas de violência doméstica, o fim de leis em favor de comunidades LGBT e a expulsão de imigrantes ilegais da região. Porém, segundo o PP, o acordo foi confirmado sem que o governo conceda às exigências feitas.

Saiba mais:

Telegraph - Conservadores espanhóis fazem acordo com extrema direita para governar Andaluzia

El Pais - PP abraça discurso do Vox para governar Andaluzia

El Pais - Direita fecha acordo para governar Andaluzia



Nicolás Maduro inicia seu segundo mandato na Venezuela


Com o país mergulhado em uma crise sem precedentes, sem o apoio de grande parte da comunidade internacional e sob acusações de eleições fraudadas, Nicolás Maduro deu início ao seu segundo mandato como presidente da Venezuela. Maduro ficará no poder até 2025. A Organização dos Estados Americanos, a União Europeia e a maioria dos países da América Latina (inclusive o Brasil) não reconhecem a legitimidade de Maduro, mas o governo venezuelano conta com o apoio da Rússia, China, Turquia e do México.

Saiba mais:

Washington Post - Posse de Maduro isola Venezuela ainda mais

El Pais - Posse de Maduro representa quebra institucional na Venezuela

Le Monde - Maduro inicia segundo mandato sob acusações de ilegitimidade

El Pais - Maduro desafia o ocidente com apoio da Rússia e da China




O Brasil lá fora…

Como a imprensa internacional tem falado sobre o Brasil…

Foreign Policy - Amor do Brasil pela diplomacia está morto

Vox - Presidente brasileiro teve uma primeira semana alarmante

Yahoo - Bolsonaro rejeita pacto de imigração


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