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  • Lais Cattassini

Chegamos ao fim de mais um mês. Parece que faz um ano, né?


Enquanto a pandemia se agrava em alguns países (o nosso) e melhora em outros (quem dera ser neozelandesa, né?), os conflitos políticos continuam. A China avançou seu controle sobre Hong Kong - e até recebeu uma ajudinha dos Estados Unidos - e o Reino Unido se envolveu em uma polêmica graças a governantes incompetentes. 


Perdeu essas e outras notícias? Nada mais compreensível. A Teksto te ajuda com essa coletânea das principais notícias internacionais do mês.


Confira!




O Reino Unido vive um escândalo

Enquanto o Reino Unido continua no topo da lista em número de casos e mortes por coronavírus, Dominic Cummings - conselheiro do primeiro-ministro Boris Johnson e um dos idealizadores do Brexit - resolveu quebrar a quarentena para visitar seus pais no norte da Inglaterra. Não só isso, mas ainda deu uma voltinha em um castelo. Tudo isso após apresentar sintomas de COVID-19. A contraversão provocou revolta na população, mas não no governo. O primeiro-ministro e outros membros da administração defenderam a ação irresponsável de Cummings, alegando que ele tinha motivos especiais para quebrar as regras.

Saiba mais:

The Guardian - Dominic Cummings não se demite nem pede desculpas [Em inglês] The Guardian - A timeline do caso [Em inglês] The Guardian - Defesa de Boris Johnson causa revolta [Em inglês] The Guardian - Boris não tem coragem de demitir Cummings [Em inglês] New York Times - Por que defender um problema político? [Em inglês]

A situação em Hong Kong fica ainda mais crítica O governo chinês está aumentando seu controle sobre Hong Kong, mesmo em meio a protestos. Com uma nova e mais severa lei de segurança nacional, o país impede que Hong Kong receba ajuda internacional. Para complicar as coisas, o secretário de estado americano Mike Pompeo afirmou que os Estados Unidos não irá mais considerar Hong Kong como um território separado da China, o que pode significar uma ruptura nas relações comerciais que o país tem com o território.

Saiba mais:

New York Times - China planeja mostrar força em sessão do congresso [Em inglês] New York Times - O que acontece com Hong Kong agora? [Em inglês] New York Times - Hong Kong perdeu sua autonomia [Em inglês] Quartz - O status especial de Hong Kong está por um fio [Em inglês]

A presidente de Taiwan deu início a seu segundo mandato

Tsai Ing-wen assumiu seu segundo mandato como presidente de Taiwan afirmando que o país precisa encontrar uma maneira de coexistir com o governo chinês no longo prazo. Tsai foi uma das líderes mundiais mais elogiadas pelo modo como lidou com a pandemia do coronavírus. Até o momento, apenas 7 pessoas morreram de COVID-19 no país. Segundo Tsai, Taiwan não vai aceitar a política “um país dois sistemas” da China, que não vê o território como independente. Frente aos conflitos entre Hong Kong e Pequim, Tsai Ing-wen afirmou que oferecerá asilo a refugiados de Hong Kong.

Saiba mais:

Reuters - Presidente de Taiwan rejeita poder da China [Em inglês] Foreign Policy - As provocações da China não são uma crise [Em inglês] Hong Kong Free Press - Taiwan deve receber refugiados de Hong Kong [Em inglês]

Como ficam as eleições no meio da pandemia?

Uma das questões que merecem ser discutidas em meio à pandemia do coronavírus é a situação das eleições. Até o momento, ao menos 62 países e territórios já adiaram processos eleitorais em razão da pandemia. Nos Estados Unidos, onde as eleições presidenciais estão programadas para novembro, há um debate sobre ampliar o voto por correio. O presidente Donald Trump e o partido republicano argumentam que o voto por correio pode favorecer os democratas.

Saiba mais:

Washington Post - Analisamos os argumentos contra voto pelo correio [Em inglês] New York Times - Os americanos perderão o direito ao voto durante a pandemia? [Em inglês] Foreign Affairs - Como votar durante uma pandemia [Em inglês] IDEA - O impacto do COVID-19 nas eleições ao redor do mundo [Em inglês]

É hora de reabrir?

Enquanto São Paulo se prepara para afrouxar as regras do isolamento social a partir de 1º de junho, vale dar uma olhada no que outros países e territórios tem feito e as discussões em torno da reabertura do comércio. A Argentina, onde cerca de 500 pessoas morreram em decorrência do vírus, anunciou que vai estender a quarentena até pelo menos 8 de junho. A preocupação, segundo autoridades de saúde, é que ao relaxar as medidas cedo demais comece uma nova onda da doença. Reabrir empresas e comércios pode forçar a sociedade a repensar algumas práticas.

Saiba mais:

Washington Post  - Abrir cedo demais: lições da pandemia de 1918 [Em inglês]

Washington Post - O coronavírus abrirá as portas para uma semana de quatro dia? [Em inglês]

O Brasil lá fora…

O modo como o presidente Jair Bolsonaro vem lidando com a pandemia de coronavírus e as crises de sua administração tem provocado críticas duras da imprensa mundial. Confira alguns dos destaques do mês de maio.

AP - No Brasil de Bolsonaro, todo mundo menos ele tem culpa pelo vírus [Em inglês] Le Monde - No Brasil, até o jiu-jitsu está dividido quando a Bolsonaro [Em francês] Telegraph - Jair Bolsonaro: O homem que quebrou o Brasil [Em inglês] The Guardian - Brasil está usando o coronavírus para encobrir ações criminosas na Amazônia [Em inglês]

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  • Lais Cattassini

Essa é uma área livre de coronavírus.


Sério. Acho que ninguém aguenta mais esse assunto, né? Ainda mais quando não há muito o que fazer e a gente tem de ficar em casa esperando o vírus passar.


Por isso, tomei a decisão de não discutir a COVID-19 nessa edição da newsletter. As menções ao vírus surgem apenas na seção “O Brasil lá fora”, já que Bolsonaro foi considerado o líder mundial mais irresponsável durante essa pandemia. 


A imprensa brasileira está fazendo um excelente trabalho na cobertura do coronavírus, inclusive derrubando os paywalls para que todos sejam bem informados. Estamos todos cansados de saber que é preciso lavar bem as mãos, cumprir o distanciamento social e proteger os mais velhos. Aproveite esse lembrete para dar uma olhadinha no que os veículos de imprensa estão discutindo hoje e LAVE AS MÃOS.


Aqui na O Mundo em Teksto vamos discutir tudo aquilo que ficou um pouquinho de lado no noticiário internacional. E aproveitei pra criar uma seção especial a QuarANTENA, para você tirar uma pausinha, ler coisas interessantes que não sejam sobre a pandemia e aproveitar melhor o seu tempo de quarentena.


Estamos todos juntos nessa! Fica aqui o meu desejo de que esse período passe depressa.

Boa leitura! 





A Eslováquia se levanta contra a corrupção

A população da Eslováquia se levantou contra a corrupção e trocou o partido de esquerda Smer-D pelo partido de centro-direita OLaNO em uma eleição no início do mês. O partido vencedor fez uma campanha bastante crítica à corrupção no país, argumentando que as leis servem para todos. Em 2018, um jornalista que investigava casos de corrupção e sua noiva foram assassinados, o que alertou a população para a gravidade do problema.

Saiba mais:

Le Monde - Na Eslováquia: “É uma revolução, e toda revolução faz vítimas” [Em francês]

The Guardian - Eleições na Eslováquia: mudança drástica [Em inglês]

Le Monde - Na Eslováquia, partido de esquerda abalado pelo discurso anticorrupção [Em francês] New York Times - A Eslováquia acordou


A Turquia declarou guerra contra o governo da Síria

A situação na Síria continua tensa. Esse mês, a Turquia aumentou seu envolvimento no conflito ao abrir suas fronteiras para imigrantes sírios e permitir que eles entrassem na Europa. Desde que a guerra na Síria começou, a Turquia tem sofrido com os refugiados. Para o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, é hora de outros países também fazerem sacrifícios. Sua intenção era pressionar a Europa a apoiar as investidas militares turcas na Síria. A Grécia, entretanto, não gostou nada da medida. 

Saiba mais:

Le Monde - Turquia e Rússia próximos de um confronto militar na Síria [Em francês]

New York Times - Turquia declara guerra contra governo sírio [Em inglês]

New York Times - Erdogan afirma “abrimos as portas” [Em inglês]

New York Times - Grécia suspende seu programa de asilo para refugiados [Em inglês]


Israel passou por uma terceira eleição em menos de um ano

Este mês, os eleitores israelenses foram às urnas pela terceira vez em menos de um ano. As eleições anteriores - em abril e em setembro - tiveram resultados inconclusivos, e os partidos não conseguiram formar um governo. Ainda sob investigação de corrupção, Benjamin Netanyahu venceu o voto popular, mas não conquistou assentos o suficiente para formar a maioria no parlamento - o mesmo problema das outras duas votações. Dessa vez, entretanto, os partidos podem chegar a um acordo: Benny Gantz, que disputou a eleição contra Netanyahu, aceitou ser ministro da defesa sob o comando do primeiro-ministro e seu partido, o Blue and White, se dividiu.

Saiba mais:

New York Times - Israel busca uma maneira de evitar uma quarta eleição [Em inglês]

New York Times - Por que parece que não é possível derrotar Netanyahu [Em inglês]

The Jerusalem Post - Blue and White se divide para formar governo [Em inglês]


O Brasil lá fora…

O modo como o Brasil vem lidando com a pandemia do coronavírus ganhou destaque internacional. E não foi coisa boa. Confira como a imprensa estrangeira noticiou o governo de Jair Bolsonaro nesse mês.

Clarín - Evangélicos no Brasil: um fenômeno que transforma a cultura e a política do país [Em espanhol] Washington Post - A batalha pela verdade na Amazônia [Em inglês] The Guardian - “Volta amanhã”: centenas de presos escapam no Brasil em meio à pandemia [Em inglês]

Washington Post - Favelas no Brasil se preparam para o coronavírus [Em inglês]

The Guardian - Brasileiros protestam resposta de Bolsonaro ao coronavírus [Em inglês]

El País - Bolsonaro em pé de guerra política [Em espanhol]

Le Monde - Bolsonaro rejeita confinamento [Em francês]


Achei interessante...

Artigos interessantes do mundo da comunicação e da tecnologia...

American Press Institute - As pessoas pagam por notícias que reforçam suas identidades [Em inglês]

QuarANTENA

Para a gente parar de ler sobre a pandemia e ter um alívio informacional nesses tempos difíceis! 

Use o tempo em casa para escrever um livro!

O NaNoWriMo, ou National Novel Writing Month, acontece todo mês de novembro e motiva os participantes a escreverem um livro de 50 mil palavras em um mês. Novembro ainda está longe, mas o grupo por trás do desafio resolveu criar desafios diários para quem não quer deixar a criatividade morrer. Confira o que eles já sugeriram aqui.

E que tal fazer um curso de gestão pública?

Em tempos difíceis, a importância de uma boa gestão pública fica evidente. Você também pode aprender mais a como resolver desafios públicos com o curso gratuito oferecido pela Agenda Pública. As inscrições vão até o dia 31 de março e podem ser feitas aqui.


Ana de Cleves, esposa de Henrique VIII, era realmente feia?

Para quem quer ler um pouquinho sobre outra época para escapar dessa em quem vivemos. A matéria é do Telegraph.


Vai arrumar a geladeira?

Aprenda como congelar vegetais frescos. A matéria é do Washington Post


Never gonna give you up

Como Rick Astley escreveu aquela música que serve de antídoto para qualquer música presa na sua cabeça. A matéria é do The Guardian

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  • Lais Cattassini

Você com certeza já se deparou com a expressão "falando grego" em algum momento. Para nós da comunicação, o grego pode ser um complexo conceito matemático ou aquela fórmula de física que você jamais decorou. Falar grego, para nós brasileiros, significa algo muito difícil.


Mas você já parou para pensar como outros países expressam essa ideia. Afinal, na Grécia todo mundo fala grego e não é nada complicado.


O site Language Nerds perguntou a seus seguidores de outros países qual é o equivalente de "pra mim, é tudo grego" (ou "it's all greek to me"), usado em inglês. Aqui estão algumas versões:


Mandarim: Pra mim, é marciano


Alemão: Pra mim, é espanhol


Grego: Pra mim, é chinês


Árabe do Marrocos: Pra mim, é língua de fantasma


Italiano: Pra mim, é árabe


Árabe do Egito: É hieróglifo?


Turco: Pra mim, é francês


Grego, chinês e espanhol aparece em diversas outras línguas. Mas achei muito democrático o "marciano". O que vocês acham?

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